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domingo, 3 de julho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 1 - A Iniciação

Por: Marcelo Berquó
Robert estava no chão, olhando para a mão coberta de sangue, seu próprio sangue. Mas, apesar disso, ele manteve-se inalterado, pois sabia que o rito de iniciação era assim. Seu dedo anelar esquerdo foi cortado, como forma de representar o comprometimento e a ligação que agora tinha com seus novos mestres.
Robert, após sair de sua casa em busca de vingança, decidiu que antes de conseguir descobrir alguma coisa sobre a cigana ou o homem que matara sua esposa, decidiu que precisava de treinamento. Portanto, retornou à velha cidade, reencontrando contatos especiais, que poderiam inseri-lo numa fraternidade de assassinos que existia desde os tempos antigos, os famosos Hashshashin. Chegou ao prédio, que tinha aparência de um prédio comercial comum, mas que escondia a tão antiga fraternidade. Robert sabia que os códigos de honra e conduta eram extremamente rigorosos, e que ele precisaria de vários anos para se tornar, de fato, um profissional, mas isso não o incomodava, pois ele estava determinado a vingar sua esposa e atingir a tão esperada paz. Entrando no prédio, deu início à sua caçada.

sábado, 2 de julho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 2 - Promoção

Por: Marcelo Berquó
Robert treinava no pátio da fraternidade. Os treinamentos eram diários e árduos; porém, ele sabia que para atingir seu objetivo, ele deveria se esforçar ao máximo. Durante esses treinos, Robert aprendia a se mover silenciosamente, usando as sombras como proteção natural. As armas de fogo eram seus principais instrumentos de morte, e a cada dia ele se tornava perito em vários tipos. Seus treinos variavam desde a utilização de facas curtas e pistolas até rifles sniper e lança-mísseis, para alvos mais resistentes, ou que se utilizassem algum meio de transporte blindado.
Assim seguia sua vida, seus treinamentos e, é claro, as doutrinas da fraternidade. No dia em que Robert, supervisionado por seu mestre, conseguiu atingir um alvo do tamanho da cabeça de um prego a uma distancia de 300 m usando apenas uma pistola, ele foi promovido. De aprendiz, passou a mestre. De iniciante, passou a assassino. E logo nesse dia, já recebeu sua primeira missão. Começaria de leve, apenas para aprimorar suas habilidades: um traficante de drogas que causava problemas durante a madrugada em um pequeno beco que ficava atrás do prédio onde morava por ora. Um alvo fácil, desavisado, seria moleza.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 3 - O Trabalho No Beco

Por: Marcelo Berquó
No ápice da madrugada, uma sombra percorria sorrateiramente os muros do beco imundo e fétido. Era Robert, indo em direção ao seu primeiro alvo: um homem esquelético e sujo, que vendia drogas e causava alvoroço naquela região. Robert tinha nojo desse tipo de sujeito, e justamente por isso, achou que era o trabalho perfeito para começar sua jornada.
Quando Robert avistou o pobre diabo, pulou em uma pilha de sacos de lixo, na intenção de não fazer barulho. Mas os sacos estavam cheios de vidro e metal, restos do campo de treinamentos da fraternidade, o que alertou o traficante à presença de Robert. Com os planos frustrados, e o sangue borbulhando por causa do tipinho parado à sua frente, Robert fez um movimento quase imperceptível, para sacar a faca da manga. O homem não percebeu, por isso permaneceu parado, apenas observando. Robert avançou, com uma fúria crescente no olhar e rasgou a barriga do moribundo com a pequena lâmina. Tripas vermelhas rolaram pelo chão, e o homem caiu, segurando o que lhe restava de vida até atingir o chão, com um barulho grotesco. Robert, não saciado em sua fúria, resolveu descarregar um pente de sua Desert Eagle no cadáver, começando pela cabeça. Ao fim da bagunça, uma chuva torrencial começou a cair, lavando o beco e carregando o que restava do vagabundo para o bueiro mais próximo. Na chuva, Robert não conteve um sorriso de triunfo, e se fundiu às sombras da noite, não sem antes deixar talhado no corpo da vítima o que viria a ser sua marca registrada: um belo par de seios, cortados por um raio vermelho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 4 - Jules

Por: Marcelo Berquó
Não tardou para que notícias do brutal assassinato se espalhassem pela mídia. “CRIME HEDIONDO” “ASSASSINO INVISÍVEL” “MORTE SANGRENTA EM ÁREA COMERCIAL”. Essas eram algumas das chamadas de vários jornais da cidade. Graças a seus treinos ininterruptos, Robert conseguiu manter o anonimato nesse primeiro trabalho. Seus superiores na fraternidade estavam orgulhosos, pois nunca haviam presenciado tal destreza e habilidade em um assassino. Robert era o matador perfeito, e logo no primeiro serviço, já mostrara um trabalho impecável.
Ansioso, e já com um novo alvo em mãos, Robert decidiu batizar sua arma favorita: a Desert Eagle, com a qual havia matado um barman em sua velha cidadezinha e perfurado o cadáver sujo do traficante no beco escuro. Decidiu usar um nome que marcara sua vida, pelo belo desenvolvimento da personagem em Pulp Fiction: sua arma se chamaria Jules.
Com Jules no coldre, escondida por seu terno, Robert caminhava pela enorme avenida e prestava atenção nos números de prédios, pois sabia que estava perto do seu próximo objetivo: um negro gordo e careca, que comandava as gangues da cidade, e era responsável pelo movimento do tráfico. O homem que Robert havia estraçalhado no beco na noite anterior era um indigente, mas um dos melhores vendedores do chefe, e aquilo o deixou furioso, então os mandantes de Robert acharam que seria melhor apagá-lo. Robert finalmente avistou o prédio em que precisava entrar. Já tinha em mente tudo que precisava fazer. Com o mapa da cobertura gravado em sua mente, ele entrou.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 5 - O Rei Do Crime

Por: Marcelo Berquó
As caixas de som do elevador tocavam “New York, New York” do velho Frank, e Robert se preparava para enfrentar a equipe de segurança do rei do crime. Mas já cuidara disso também, pois levava consigo duas granadas de gás anestésico, com quantidade suficiente para derrubar uma manada de elefantes. As portas se abriram, e Robert já puxara as granadas do cinto. Antes que os homens de terno pudessem vê-lo, já estavam caídos no chão. Com violentos pontapés na porta bem trabalhada do apartamento, ele invadiu o lugar, já armado com seu revólver 22 silenciado. Matou mais dois seguranças com tiros na cabeça, e seguiu pela sala de estar. Na cozinha, um loiro de mais de 2 metros de altura, provavelmente germânico, fritava carne, com um avental ridículo cobrindo o terno enorme, e Robert resolveu se divertir um pouco. Sorrateiramente, andou até ficar atrás do gigante e sussurrou em seu ouvido: “Querida, faça o meu bife mal passado.” E enfiou a cara do segurança na frigideira, até que ele morresse. Fumaça e fedor escapavam da cabeça frita do alemão, e Robert fechou a porta ao sair. Depois de checar o primeiro andar, viu que estava limpo, e subiu as escadas.
No andar de cima, escondido no corrimão largo da escada, Robert conseguia ver o seu alvo, que dormia espalhado em uma cadeira de praia. Sua tarefa aqui seria um pouco mais complicada, porque havia dois seguranças (ou melhor, gorilas de terno), um de cada lado do gordo. Lembrou-se de ter visto um rádio no cinto do grandalhão caído na cozinha, e resolveu atrair os dois babacas até o andar de baixo, onde poderia lidar com eles. Feito o chamado, Robert aguardou atrás da porta entreaberta da cozinha. Quando chegaram, viram aquela bagunça e sentiram o cheiro, os gorilas já sabiam que algo estava errado. Foi quando Robert pulou de trás da porta e puxou Jules do cinto dizendo: “Digam oi para o meu amiguinho!” Disparou apenas duas balas, o suficiente para matar os dois seguranças, sem acordar o chefe. Ainda no andar de baixo, Robert se lembrou dos caras no corredor e resolveu mata-los de uma vez, apesar de o anestésico ser tão forte que mal se lembrariam de seus nomes quando acordassem. Tudo feito, era hora de terminar o serviço.
Robert amarrou as mãos e os pés do negro na cadeira de praia, imobilizando-o, e deu-lhe vários tapas na cara, para que acordasse. Atordoado, ele não entendeu o que estava acontecendo. Robert disse: “Bom dia, princesa! Hora de acordar, gordo escroto.” O rei do crime gritou desesperadamente pelos seguranças, mas Robert logo disse: “Não adianta gritar, suíno. Eu já acabei com sua patética equipe de seguranças de merda! Agora somos só você e eu, e é hora da festa!” Robert, com um sorriso sinistro no rosto, começou seu show de horrores. Primeiro, injetou morfina, para que o cara sobrevivesse. Com a faca, cortou uma orelha do gordão, à lá Cães De Aluguel. Arrancou seus mamilos e unhas com um alicate, queimou um dos olhos com um maçarico, e desenhou os peitos na protuberante barriga, usando sua pequena faca. Depois, com Jules, pintou a parede da varanda com os miolos do gordo e foi embora.