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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sina: Capítulo 3 - O Despertar

Por: Marcelo Berquó
William se levantou lentamente, a cabeça latejando no lugar onde atingira o chão. Ao olhar para o lado, notou a moça ruiva que olhava fixamente para seu rosto, sentada num canto, e, olhando ao redor, percebeu que o quarto lhe era estranhamente familiar. Ele viu três pinturas na parede, que ele deduziu que fossem da própria casa, da moça à sua frente e de uma velha senhora de aparência serena.
Dirigiu-se à moça e perguntou-lhe seu nome. Ela respondeu, parecendo assustada: “Me chamo Catherine” William replicou: “Muito prazer Catherine, meu nome é William Nuut. Desculpe-me se a assustei, pois por um momento pensei que você fosse alguém que eu conhecia. Porém, obviamente me equivoquei, pois essa pessoa há muito faleceu.”
Catherine parecia ainda um pouco preocupada quando Will pediu que o levasse até seu carro, e sugeriu que ele permanecesse em repouso por mais algumas horas. Will disse a ela: “Sinto muito, mas já fui demasiadamente incômodo”, entrou no carro e foi embora. Catherine ficou parada, olhando para o carro de William enquanto ele se afastava. Ela tinha a estranha sensação de que aquele misterioso homem escondia algo obscuro, e ela pretendia descobrir. Lentamente, ela caminhou de volta para dentro de sua mansão, pensando em Will e em como ele lhe parecia familiar, apesar de nunca tê-lo visto antes.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Destino De Robert: Capítulo 3 - A Taberna

Por: Marcelo Berquó
Com o som do carro no máximo, com fundo musical de The Four Horsemen, Robert dirigia em direção ao nada, pensando em sua vida patética. A estrada era sinuosa e fazia curvas a todo o momento, e Robert pensava consigo mesmo que, se ele simplesmente deixasse que o carro fosse numa dessas curvas, ninguém se importaria. Mas ele nunca faria isso, já que suicídio nunca fora uma opção para ele. Apenas vagando em pensamentos, ele resolveu parar numa taberna que vira na beira da estrada. Ao entrar no lugar sujo e fétido, se dirigiu ao balcão e pediu que o barman lhe trouxesse um pouco de seu melhor whisky. Voltando com uma garrafa de Jack Daniel’s na mão, o barman pegou um copo sujo de óleo, sangue e outra coisa, provavelmente urina. Robert imediatamente sacou sua Desert Eagle e apontou-a para a cabeça do homem à sua frente, que ficou totalmente sem ação. Robert disse: “Me dá a porra de um copo limpo, seu filho da puta, antes que a parede do seu barzinho de merda ganhe uma decoração nova.” O barman, rápido como um raio, pegou um copo reluzente do balcão e o estendeu a Robert, cheio de whisky, que naquela luz, parecia quase dourado.
Robert passou à tarde na taberna com a garrafa de 1L de Jack que o barman lhe dera, como cortesia da casa. À sua volta, todo tipo de bêbados e vagabundos cambaleavam trôpegos. Mas isso não o incomodava; na verdade, ele se divertia, já que ele mesmo já estava ficando um pouco bêbado. Robert resolveu fazer algo por pura diversão: sacou sua arma e disparou o barril inteiro contra o teto da taberna. O barman, enfurecido, gritou: “SEU FILHO DA PUTA MALUCO! PARE DE ATIRAR NO MEU BAR SEU DESGRAÇADO!” Robert então recarregou sua arma e começou a atirar nas janelas. Todas explodiram com os tiros, e o barman começava a ficar vermelho de fúria com aquele homem louco. Robert então começou a gargalhar insanamente, enquanto o barman se aproximava dele com os punhos erguidos, pronto para encher-lhe de socos. Robert apenas continuou rindo, o que estourou o pavio do barman, que partiu para cima dele. Enquanto apanhava, Robert apenas ria como um louco, e o barman o esmurrava e chutava com todas as forças. Quando Robert caiu no chão sangrando, o homem se deu por satisfeito e se afastou. Robert apenas se levantou, limpou o sangue de seus vários ferimentos e calmamente foi até o banheiro se lavar. Ao voltar, descarregou o resto de sua munição nas costas do velho gordo e sujo que lhe dera 1L de whisky de graça.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 3 - O Trabalho No Beco

Por: Marcelo Berquó
No ápice da madrugada, uma sombra percorria sorrateiramente os muros do beco imundo e fétido. Era Robert, indo em direção ao seu primeiro alvo: um homem esquelético e sujo, que vendia drogas e causava alvoroço naquela região. Robert tinha nojo desse tipo de sujeito, e justamente por isso, achou que era o trabalho perfeito para começar sua jornada.
Quando Robert avistou o pobre diabo, pulou em uma pilha de sacos de lixo, na intenção de não fazer barulho. Mas os sacos estavam cheios de vidro e metal, restos do campo de treinamentos da fraternidade, o que alertou o traficante à presença de Robert. Com os planos frustrados, e o sangue borbulhando por causa do tipinho parado à sua frente, Robert fez um movimento quase imperceptível, para sacar a faca da manga. O homem não percebeu, por isso permaneceu parado, apenas observando. Robert avançou, com uma fúria crescente no olhar e rasgou a barriga do moribundo com a pequena lâmina. Tripas vermelhas rolaram pelo chão, e o homem caiu, segurando o que lhe restava de vida até atingir o chão, com um barulho grotesco. Robert, não saciado em sua fúria, resolveu descarregar um pente de sua Desert Eagle no cadáver, começando pela cabeça. Ao fim da bagunça, uma chuva torrencial começou a cair, lavando o beco e carregando o que restava do vagabundo para o bueiro mais próximo. Na chuva, Robert não conteve um sorriso de triunfo, e se fundiu às sombras da noite, não sem antes deixar talhado no corpo da vítima o que viria a ser sua marca registrada: um belo par de seios, cortados por um raio vermelho.