Por: Marcelo Berquó
William
se levantou lentamente, a cabeça latejando no lugar onde atingira o chão. Ao
olhar para o lado, notou a moça ruiva que olhava fixamente para seu rosto,
sentada num canto, e, olhando ao redor, percebeu que o quarto lhe era
estranhamente familiar. Ele viu três pinturas na parede, que ele deduziu que
fossem da própria casa, da moça à sua frente e de uma velha senhora de
aparência serena.
Dirigiu-se
à moça e perguntou-lhe seu nome. Ela respondeu, parecendo assustada: “Me chamo
Catherine” William replicou: “Muito prazer Catherine, meu nome é William Nuut.
Desculpe-me se a assustei, pois por um momento pensei que você fosse alguém que
eu conhecia. Porém, obviamente me equivoquei, pois essa pessoa há muito faleceu.”
Catherine
parecia ainda um pouco preocupada quando Will pediu que o levasse até seu
carro, e sugeriu que ele permanecesse em repouso por mais algumas horas. Will
disse a ela: “Sinto muito, mas já fui demasiadamente incômodo”, entrou no
carro e foi embora. Catherine ficou parada, olhando para o carro de William
enquanto ele se afastava. Ela tinha a estranha sensação de que aquele
misterioso homem escondia algo obscuro, e ela pretendia descobrir. Lentamente,
ela caminhou de volta para dentro de sua mansão, pensando em Will e em como ele
lhe parecia familiar, apesar de nunca tê-lo visto antes.


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