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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Destino De Robert: Capítulo 3 - A Taberna

Por: Marcelo Berquó
Com o som do carro no máximo, com fundo musical de The Four Horsemen, Robert dirigia em direção ao nada, pensando em sua vida patética. A estrada era sinuosa e fazia curvas a todo o momento, e Robert pensava consigo mesmo que, se ele simplesmente deixasse que o carro fosse numa dessas curvas, ninguém se importaria. Mas ele nunca faria isso, já que suicídio nunca fora uma opção para ele. Apenas vagando em pensamentos, ele resolveu parar numa taberna que vira na beira da estrada. Ao entrar no lugar sujo e fétido, se dirigiu ao balcão e pediu que o barman lhe trouxesse um pouco de seu melhor whisky. Voltando com uma garrafa de Jack Daniel’s na mão, o barman pegou um copo sujo de óleo, sangue e outra coisa, provavelmente urina. Robert imediatamente sacou sua Desert Eagle e apontou-a para a cabeça do homem à sua frente, que ficou totalmente sem ação. Robert disse: “Me dá a porra de um copo limpo, seu filho da puta, antes que a parede do seu barzinho de merda ganhe uma decoração nova.” O barman, rápido como um raio, pegou um copo reluzente do balcão e o estendeu a Robert, cheio de whisky, que naquela luz, parecia quase dourado.
Robert passou à tarde na taberna com a garrafa de 1L de Jack que o barman lhe dera, como cortesia da casa. À sua volta, todo tipo de bêbados e vagabundos cambaleavam trôpegos. Mas isso não o incomodava; na verdade, ele se divertia, já que ele mesmo já estava ficando um pouco bêbado. Robert resolveu fazer algo por pura diversão: sacou sua arma e disparou o barril inteiro contra o teto da taberna. O barman, enfurecido, gritou: “SEU FILHO DA PUTA MALUCO! PARE DE ATIRAR NO MEU BAR SEU DESGRAÇADO!” Robert então recarregou sua arma e começou a atirar nas janelas. Todas explodiram com os tiros, e o barman começava a ficar vermelho de fúria com aquele homem louco. Robert então começou a gargalhar insanamente, enquanto o barman se aproximava dele com os punhos erguidos, pronto para encher-lhe de socos. Robert apenas continuou rindo, o que estourou o pavio do barman, que partiu para cima dele. Enquanto apanhava, Robert apenas ria como um louco, e o barman o esmurrava e chutava com todas as forças. Quando Robert caiu no chão sangrando, o homem se deu por satisfeito e se afastou. Robert apenas se levantou, limpou o sangue de seus vários ferimentos e calmamente foi até o banheiro se lavar. Ao voltar, descarregou o resto de sua munição nas costas do velho gordo e sujo que lhe dera 1L de whisky de graça.

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