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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sina: Capítulo 2 - Catherine

Por: Marcelo Berquó
Catherine não esperava o que aconteceria naquela tarde fria quando foi para o pequeno pub que ficava perto de sua casa. Ela bebia tranquilamente, sentada na primeira mesa do pequeno bar, e demorou um pouco para notar o homem alto e pálido que entrava no lugar, até ele olhar para ela e começar a arquejar, respirando com dificuldade, até desmaiar no chão do pub.
Ao acordar, o homem olhou fixamente para o rosto de Catherine, com uma expressão mista de alegria e dor e disse, numa voz fraca: “Minha querida, está viva...” desmaiando novamente em seguida. A moça se sentiu confusa, com várias perguntas surgindo ao mesmo tempo em sua cabeça: quem era esse misterioso homem? Por que ele teve essa reação tão drástica? E, o mais estranho, por que ele parecia tão familiar a Catherine? Todas essas perguntas haveriam de ser respondidas, mas, antes disso, Catherine precisava se acalmar, pois percebeu que suava frio. Enquanto o homem à sua frente repousava, ela tentava organizar seus pensamentos.

sábado, 9 de julho de 2011

O Destino De Robert: Capítulo 2 - O Corvo

Por: Marcelo Berquó
Na manhã seguinte, após se levantar, Robert notou que um corvo estava pousado em sua janela. Ficou ali parado, observando a escuridão e a tristeza daquele pássaro, aquele maldito pássaro negro. Lembrou-se de Edgar Allan Poe em seu conto: “Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. ‘Embora seja raspada e aparada a tua crista’, disse eu, ‘tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais! ’.  E o Corvo disse: ‘Nunca mais.’”
Assim como no conto, ele sorriu ao ver a ave maldita pousada em sua janela. E assim como dissera o corvo, “Nunca mais”. Robert nunca mais teria uma família, nunca mais veria sua esposa de novo, nunca mais conseguiria ser feliz. Com raiva em seu coração, Robert olhou na direção do corvo, e invejou aquele animal que podia ir a qualquer lugar que quisesse com suas asas. A ave saiu voando em direção ao céu cinzento, desaparecendo de vista em seguida. Robert pensou em como era miserável, e devaneava sobre a sua própria existência, sua inútil e vã existência naquele lugar, e se questionava se ele era tão importante ao mundo para continuar vivendo.

sábado, 2 de julho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 2 - Promoção

Por: Marcelo Berquó
Robert treinava no pátio da fraternidade. Os treinamentos eram diários e árduos; porém, ele sabia que para atingir seu objetivo, ele deveria se esforçar ao máximo. Durante esses treinos, Robert aprendia a se mover silenciosamente, usando as sombras como proteção natural. As armas de fogo eram seus principais instrumentos de morte, e a cada dia ele se tornava perito em vários tipos. Seus treinos variavam desde a utilização de facas curtas e pistolas até rifles sniper e lança-mísseis, para alvos mais resistentes, ou que se utilizassem algum meio de transporte blindado.
Assim seguia sua vida, seus treinamentos e, é claro, as doutrinas da fraternidade. No dia em que Robert, supervisionado por seu mestre, conseguiu atingir um alvo do tamanho da cabeça de um prego a uma distancia de 300 m usando apenas uma pistola, ele foi promovido. De aprendiz, passou a mestre. De iniciante, passou a assassino. E logo nesse dia, já recebeu sua primeira missão. Começaria de leve, apenas para aprimorar suas habilidades: um traficante de drogas que causava problemas durante a madrugada em um pequeno beco que ficava atrás do prédio onde morava por ora. Um alvo fácil, desavisado, seria moleza.