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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 5 - O Rei Do Crime

Por: Marcelo Berquó
As caixas de som do elevador tocavam “New York, New York” do velho Frank, e Robert se preparava para enfrentar a equipe de segurança do rei do crime. Mas já cuidara disso também, pois levava consigo duas granadas de gás anestésico, com quantidade suficiente para derrubar uma manada de elefantes. As portas se abriram, e Robert já puxara as granadas do cinto. Antes que os homens de terno pudessem vê-lo, já estavam caídos no chão. Com violentos pontapés na porta bem trabalhada do apartamento, ele invadiu o lugar, já armado com seu revólver 22 silenciado. Matou mais dois seguranças com tiros na cabeça, e seguiu pela sala de estar. Na cozinha, um loiro de mais de 2 metros de altura, provavelmente germânico, fritava carne, com um avental ridículo cobrindo o terno enorme, e Robert resolveu se divertir um pouco. Sorrateiramente, andou até ficar atrás do gigante e sussurrou em seu ouvido: “Querida, faça o meu bife mal passado.” E enfiou a cara do segurança na frigideira, até que ele morresse. Fumaça e fedor escapavam da cabeça frita do alemão, e Robert fechou a porta ao sair. Depois de checar o primeiro andar, viu que estava limpo, e subiu as escadas.
No andar de cima, escondido no corrimão largo da escada, Robert conseguia ver o seu alvo, que dormia espalhado em uma cadeira de praia. Sua tarefa aqui seria um pouco mais complicada, porque havia dois seguranças (ou melhor, gorilas de terno), um de cada lado do gordo. Lembrou-se de ter visto um rádio no cinto do grandalhão caído na cozinha, e resolveu atrair os dois babacas até o andar de baixo, onde poderia lidar com eles. Feito o chamado, Robert aguardou atrás da porta entreaberta da cozinha. Quando chegaram, viram aquela bagunça e sentiram o cheiro, os gorilas já sabiam que algo estava errado. Foi quando Robert pulou de trás da porta e puxou Jules do cinto dizendo: “Digam oi para o meu amiguinho!” Disparou apenas duas balas, o suficiente para matar os dois seguranças, sem acordar o chefe. Ainda no andar de baixo, Robert se lembrou dos caras no corredor e resolveu mata-los de uma vez, apesar de o anestésico ser tão forte que mal se lembrariam de seus nomes quando acordassem. Tudo feito, era hora de terminar o serviço.
Robert amarrou as mãos e os pés do negro na cadeira de praia, imobilizando-o, e deu-lhe vários tapas na cara, para que acordasse. Atordoado, ele não entendeu o que estava acontecendo. Robert disse: “Bom dia, princesa! Hora de acordar, gordo escroto.” O rei do crime gritou desesperadamente pelos seguranças, mas Robert logo disse: “Não adianta gritar, suíno. Eu já acabei com sua patética equipe de seguranças de merda! Agora somos só você e eu, e é hora da festa!” Robert, com um sorriso sinistro no rosto, começou seu show de horrores. Primeiro, injetou morfina, para que o cara sobrevivesse. Com a faca, cortou uma orelha do gordão, à lá Cães De Aluguel. Arrancou seus mamilos e unhas com um alicate, queimou um dos olhos com um maçarico, e desenhou os peitos na protuberante barriga, usando sua pequena faca. Depois, com Jules, pintou a parede da varanda com os miolos do gordo e foi embora.

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