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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 4 - Jules

Por: Marcelo Berquó
Não tardou para que notícias do brutal assassinato se espalhassem pela mídia. “CRIME HEDIONDO” “ASSASSINO INVISÍVEL” “MORTE SANGRENTA EM ÁREA COMERCIAL”. Essas eram algumas das chamadas de vários jornais da cidade. Graças a seus treinos ininterruptos, Robert conseguiu manter o anonimato nesse primeiro trabalho. Seus superiores na fraternidade estavam orgulhosos, pois nunca haviam presenciado tal destreza e habilidade em um assassino. Robert era o matador perfeito, e logo no primeiro serviço, já mostrara um trabalho impecável.
Ansioso, e já com um novo alvo em mãos, Robert decidiu batizar sua arma favorita: a Desert Eagle, com a qual havia matado um barman em sua velha cidadezinha e perfurado o cadáver sujo do traficante no beco escuro. Decidiu usar um nome que marcara sua vida, pelo belo desenvolvimento da personagem em Pulp Fiction: sua arma se chamaria Jules.
Com Jules no coldre, escondida por seu terno, Robert caminhava pela enorme avenida e prestava atenção nos números de prédios, pois sabia que estava perto do seu próximo objetivo: um negro gordo e careca, que comandava as gangues da cidade, e era responsável pelo movimento do tráfico. O homem que Robert havia estraçalhado no beco na noite anterior era um indigente, mas um dos melhores vendedores do chefe, e aquilo o deixou furioso, então os mandantes de Robert acharam que seria melhor apagá-lo. Robert finalmente avistou o prédio em que precisava entrar. Já tinha em mente tudo que precisava fazer. Com o mapa da cobertura gravado em sua mente, ele entrou.

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