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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sina: Capítulo 4 - Herois Anônimos

Por: Marcelo Berquó
Enquanto dirigia seu carro pela estrada longa e solitária, William vagava imerso em seus pensamentos. Ele se lembrava de quando era apenas um garotinho, e de como ele se divertia na mansão da qual acabara de sair. Will tinha o pressentimento de que Catherine era muito mais para ele do que apenas uma salvadora anônima. Por que outra razão alguém se esforçaria tanto para salvar um completo estranho? Will sabia que Catherine não era qualquer pessoa, e percebeu em seu olhar que ele também não era estranho a ela.

Pensando nisso, chegou à cidade e, ao olhar para o lado, viu uma cena que não podia deixar que acontecesse: uma moça de cabelos claros sendo atacada por um homem de aparência assustadora. O assaltante começava a tirar suas roupas e as da mulher, quando Will rapidamente pegou sua arma e desceu do carro. Apontando-a para a cabeça do homem, disse: “Solte-a agora, seu canalha, ou eu disparo.” Ao olhar para Will, o homem apenas sorriu e saiu andando até desaparecer na escuridão do beco. A moça agradeceu-lhe imensamente e ele mandou que fosse a uma delegacia, depois a um hospital. Ainda pensando em sua infância, Will voltou para o carro e continuou seguindo seu caminho até chegar em casa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Destino De Robert: Capítulo 4 - A Partida

Por: Marcelo Berquó
Com uma morte em suas costas (a primeira, mas, com certeza, não a última), Robert havia decidido o que fazer: ele sairia pelo país, talvez até pelo mundo, para encontrar a cigana que havia previsto seu futuro tão horrendo e, logo em seguida, sairia à caça do assassino de sua mulher. E Robert jurou a si mesmo que faria com que os dois sofressem mais do que sua mulher havia sofrido. Mais até do que ele próprio sofrera até ali. E qualquer um que entrasse em seu caminho conheceria as conseqüências de tentar parar um homem que clama por justiça.
Robert estava em seu quarto, guardando todos os seus pertence em malas e caixas, já que não voltaria àquela casa por um bom tempo. Com os olhos marejados, ele beijou a única foto que guardara de sua esposa, saindo em seguida. Virou-se e deu um último suspiro de adeus, como se quisesse se despedir da casa. Robert entrou no carro e partiu, em direção ao seu destino.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 4 - Jules

Por: Marcelo Berquó
Não tardou para que notícias do brutal assassinato se espalhassem pela mídia. “CRIME HEDIONDO” “ASSASSINO INVISÍVEL” “MORTE SANGRENTA EM ÁREA COMERCIAL”. Essas eram algumas das chamadas de vários jornais da cidade. Graças a seus treinos ininterruptos, Robert conseguiu manter o anonimato nesse primeiro trabalho. Seus superiores na fraternidade estavam orgulhosos, pois nunca haviam presenciado tal destreza e habilidade em um assassino. Robert era o matador perfeito, e logo no primeiro serviço, já mostrara um trabalho impecável.
Ansioso, e já com um novo alvo em mãos, Robert decidiu batizar sua arma favorita: a Desert Eagle, com a qual havia matado um barman em sua velha cidadezinha e perfurado o cadáver sujo do traficante no beco escuro. Decidiu usar um nome que marcara sua vida, pelo belo desenvolvimento da personagem em Pulp Fiction: sua arma se chamaria Jules.
Com Jules no coldre, escondida por seu terno, Robert caminhava pela enorme avenida e prestava atenção nos números de prédios, pois sabia que estava perto do seu próximo objetivo: um negro gordo e careca, que comandava as gangues da cidade, e era responsável pelo movimento do tráfico. O homem que Robert havia estraçalhado no beco na noite anterior era um indigente, mas um dos melhores vendedores do chefe, e aquilo o deixou furioso, então os mandantes de Robert acharam que seria melhor apagá-lo. Robert finalmente avistou o prédio em que precisava entrar. Já tinha em mente tudo que precisava fazer. Com o mapa da cobertura gravado em sua mente, ele entrou.