Robert, ouvindo mais uma transmissão de seu triunfo no rádio, estava extremamente satisfeito, pois tudo estava saindo como planejado. Sentado à mesa de uma pequena lanchonete, analisava os papeis à sua frente. Eram fotos e cópias de documentos de seu próximo alvo: um policial corrupto que assumiu o controle do tráfico de drogas na cidade devido à morte do Rei Do Crime. Robert conhecia muito bem aquele policial, já que o mesmo sangue corria em suas veias. A próxima missão de Robert seria assassinar seu irmão mais velho, mas isso seria fácil, já que desde os tempos de infância o irmão era um imbecil. Com uma motivação a mais, Robert pagou a conta e saiu. Entrando no carro, deu uma última olhada para a foto em suas mãos, tirada muitos anos atrás, quando seu irmão ainda era criança, e partiu.
O irmão de Robert herdara a casa dos pais, e morava lá desde sempre. Aquela casa nunca trazia boas lembranças a Robert, pois o pai era ausente, a mãe era depressiva e o irmão, viciado. Era uma casa antiga, mas bem conservada. Robert sabia que não teria problemas em entrar, pois a casa ficava vazia durante o dia. Seu irmão só chegava por volta das 15h, e Robert pretendia fazer uma pequena “surpresa”. Estacionou na rua de trás, pegou seus instrumentos e entrou na casa. Resolveu ir para seu velho quarto, que aparentemente se tornara um depósito de coisas inutilizadas. Dentro daquele lugar apertado, Robert aguardou pacientemente, prestando atenção ao relógio.
Às 15h em ponto, Robert ouviu a porta da frente ser aberta. Era hora de agir. Rapidamente, foi até a cozinha, onde seu irmão acabara de entrar. Ao vê-lo, o irmão se assustou e disse:
- O que faz em minha casa? Eu sou um policial, não sabe? Assaltar um homem da lei não é uma boa ideia, canalha!
Robert sorriu e respondeu:
- Ora, ora irmão. Não me reconhece? Sou eu, Robert.
- Robert! O que faz aqui? Faz muito tempo que não o vejo, mas receio não poder dizer que sentia saudades.
- Felizmente, meu irmão, eu também! E quanto à sua pergunta, fui informado por meus superiores que você está atrapalhando a cidade com a venda das drogas. Por isso, me mandaram aqui para mata-lo.
- Ora, mas isso é ridículo! Eu sou um policial honesto, nunca faria parte do tráfico! E você, um assassino? Acho pouco provável.
- Mentiras, mentiras. Estou cansado delas. Desde criança, você mente, manipula e faz tudo à sua maneira! Estou aqui para consertar isso, de uma vez por todas! E se você não acredita em mim, brevemente acreditará.
E, dizendo isso, Robert puxou Jules do coldre e disparou. O tiro acertou o peito de seu irmão, que foi derrubado para trás com força, mas não foi fatal, já que ele ainda não havia tirado o colete à prova de balas. Com a raiva crescendo em seu peito, Robert puxou o irmão pela gola da camisa e o atirou com violência em direção a um grande armário de pratos, que se estilhaçaram no chão. Com sangue escorrendo pela cabeça, o policial tentou se levantar, mas Robert era mais rápido, e já pisava em seu peito com força extrema, forçando-o a ficar deitado. Apontou a arma para a testa do irmão, e sem nenhuma emoção, disse:
- Suas últimas palavras, querido irmão.
- Você foi adotado, seu bastardinho de merda!
O tiro foi certeiro, bem entre os olhos. Robert, tranquilo, saiu da casa velha e suja, entrou em seu carro e foi-se. Finalmente estava pronto para ter sua tão esperada vingança. Com as imagens do assassino e da cigana em sua mente, sabia que aquela era a hora.

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