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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sina: Capítulo 6 - Uma Alma Perdida Se Encontra

Por: Marcelo Berquó

William estava deitado em sua cama, olhando fixamente para o teto. Em sua mente fluíam pensamentos sobre sua antiga casa, da qual saíra, mais cedo, naquele mesmo dia. Pensava em Catherine, a moça ruiva que lá morava, e em como ela lembrava-lhe de seu grande amor. Will tinha um dom que às vezes lhe era bem útil. Desde que perdeu sua alma, ele conseguia enxergar a das outras pessoas. Decidiu que na manhã seguinte voltaria à velha casa para que pudesse ler a alma de Catherine, pois desconfiava que ela fosse muito mais do que uma simples moça de bom coração. Com esses pensamentos na cabeça, logo adormeceu.
Na manhã seguinte, Will se levantou mais tarde do que pretendia, pois estivera exausto no dia anterior, não teve tempo de ir à casa de Catherine, mas, logo após o almoço, pensou que seria uma boa hora para uma visita. Levantou-se, pegou a arma e saiu com seu carro em direção à pequena cidade.
Lá, procurou informações sobre a casa Catherine no pequeno pub onde desmaiara quatro dias atrás. O barman desenhou-lhe um mapa em um guardanapo, e Will agradeceu, saindo novamente. Quando se aproximava da casa, Catherine saiu e se aproximou de seu carro. Will cumprimentou-a e ela convidou-o para entrar. Depois de entrar, Catherine ofereceu-lhe algo para beber e Will aceitou. Então, começaram a conversar sobre vários assuntos, desde o tempo até discussões elaboradas sobre o universo e a origem da vida. Quando Will se levantou para ir embora, Catherine insistiu que ele ficasse mais um pouco e então lhe beijou os lábios com carinho. Will não esperava aquilo, mas retribuiu o beijo e decidiu ficar.
No dia seguinte, Will disse a Catherine que precisava realmente ir embora e prometeu voltar mais tarde. Ao se despedir de Catherine e se dirigir ao carro, Will tinha a certeza de uma coisa: Catherine tinha a alma que um dia fora de sua grande amada. Dirigindo pela estrada, Will pensava em Catherine e na noite anterior, e não pôde conter o sorriso.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Caçada De Robert: Capítulo 6 - Laços De Sangue

Por: Marcelo Berquó
Robert, ouvindo mais uma transmissão de seu triunfo no rádio, estava extremamente satisfeito, pois tudo estava saindo como planejado. Sentado à mesa de uma pequena lanchonete, analisava os papeis à sua frente. Eram fotos e cópias de documentos de seu próximo alvo: um policial corrupto que assumiu o controle do tráfico de drogas na cidade devido à morte do Rei Do Crime. Robert conhecia muito bem aquele policial, já que o mesmo sangue corria em suas veias. A próxima missão de Robert seria assassinar seu irmão mais velho, mas isso seria fácil, já que desde os tempos de infância o irmão era um imbecil. Com uma motivação a mais, Robert pagou a conta e saiu. Entrando no carro, deu uma última olhada para a foto em suas mãos, tirada muitos anos atrás, quando seu irmão ainda era criança, e partiu.
O irmão de Robert herdara a casa dos pais, e morava lá desde sempre. Aquela casa nunca trazia boas lembranças a Robert, pois o pai era ausente, a mãe era depressiva e o irmão, viciado. Era uma casa antiga, mas bem conservada. Robert sabia que não teria problemas em entrar, pois a casa ficava vazia durante o dia. Seu irmão só chegava por volta das 15h, e Robert pretendia fazer uma pequena “surpresa”. Estacionou na rua de trás, pegou seus instrumentos e entrou na casa. Resolveu ir para seu velho quarto, que aparentemente se tornara um depósito de coisas inutilizadas. Dentro daquele lugar apertado, Robert aguardou pacientemente, prestando atenção ao relógio.
Às 15h em ponto, Robert ouviu a porta da frente ser aberta. Era hora de agir. Rapidamente, foi até a cozinha, onde seu irmão acabara de entrar. Ao vê-lo, o irmão se assustou e disse:
- O que faz em minha casa? Eu sou um policial, não sabe? Assaltar um homem da lei não é uma boa ideia, canalha!
Robert sorriu e respondeu:
- Ora, ora irmão. Não me reconhece? Sou eu, Robert.
- Robert! O que faz aqui? Faz muito tempo que não o vejo, mas receio não poder dizer que sentia saudades.
- Felizmente, meu irmão, eu também! E quanto à sua pergunta, fui informado por meus superiores que você está atrapalhando a cidade com a venda das drogas. Por isso, me mandaram aqui para mata-lo.
- Ora, mas isso é ridículo! Eu sou um policial honesto, nunca faria parte do tráfico! E você, um assassino? Acho pouco provável.
- Mentiras, mentiras. Estou cansado delas. Desde criança, você mente, manipula e faz tudo à sua maneira! Estou aqui para consertar isso, de uma vez por todas! E se você não acredita em mim, brevemente acreditará.
E, dizendo isso, Robert puxou Jules do coldre e disparou. O tiro acertou o peito de seu irmão, que foi derrubado para trás com força, mas não foi fatal, já que ele ainda não havia tirado o colete à prova de balas. Com a raiva crescendo em seu peito, Robert puxou o irmão pela gola da camisa e o atirou com violência em direção a um grande armário de pratos, que se estilhaçaram no chão. Com sangue escorrendo pela cabeça, o policial tentou se levantar, mas Robert era mais rápido, e já pisava em seu peito com força extrema, forçando-o a ficar deitado. Apontou a arma para a testa do irmão, e sem nenhuma emoção, disse:
- Suas últimas palavras, querido irmão.
- Você foi adotado, seu bastardinho de merda!
O tiro foi certeiro, bem entre os olhos. Robert, tranquilo, saiu da casa velha e suja, entrou em seu carro e foi-se. Finalmente estava pronto para ter sua tão esperada vingança. Com as imagens do assassino e da cigana em sua mente, sabia que aquela era a hora.

domingo, 26 de junho de 2011

O Destino De Robert: Capítulo 6 - A Vingança (Parte 2)

Por: Marcelo Berquó
Robert chegou ao endereço que o assassino havia lhe dado entes de morrer e, assim como ele dissera, a casa da cigana era muito bonita, com três andares de altura, várias janelas e a pintura de uma cor verde-mar que praticamente reluzia. Robert subiu os cinco pequenos degraus que ficavam entre a porta da casa e a calçada, e bateu á porta três vezes. Algum tempo depois, uma mulher de longos cabelos negros e uma pele morena que lembrava as mais belas mulheres hispânicas veio atendê-lo. A princípio, ela não o reconheceu, mas quando ele a empurrou para dentro, entrando e fechando a porta em seguida, ela tinha certeza de quem era aquele homem: Robert Crowley.
Robert imediatamente sacou Jules e apontou-a para a cigana, que ficou completamente sem ação. Mas, antes de puxar o gatilho e finalmente ter sua tão esperada vingança, Robert perguntou à cigana por que ela havia feito aquelas coisas tão horríveis, e como ela sabia seu nome se nunca haviam se visto antes. A cigana, com os olhos cheios d’água, disse: “Robert, provavelmente você não vai acreditar em mim, mas nós fomos amantes em vidas passadas. E você era um homem cruel, adúltero e beberrão. Mas eu te amava tanto que não conseguiria viver sem tê-lo. Então, quando você morreu, meu mundo acabou. Eu me matei, com a promessa de que voltaria a te encontrar em breve. E aqui estou Robert! Eu sei o quanto você me odeia e sei que não devia ter tomado uma atitude tão drástica, mas eu fui movida somente por uma coisa: o amor! Perdoe-me, Robert. Por favor, perdoe-me e me aceite como sua amada!” Robert, lançando um olhar de desprezo para a cigana, disse: “Eu sinto muito... quer dizer, não, não sinto porra nenhuma! Eu nunca perdoaria uma assassina por um motivo tão idiota e fútil como esse. Ainda mais se essa assassina é a pessoa que matou a minha esposa. Então, eu quero é que você morra sua piranha maldita!” E dizendo essas palavras, Robert descarregou sua arma na cabeça e no resto do corpo da cigana, que caiu sem vida no chão, formando uma poça de sangue ao seu redor e várias manchas nas paredes à sua volta. Robert se dirigiu ao quarto da cigana, se jogou na cama e finalmente, depois de vários anos, conseguiu sua primeira noite realmente tranquila de sono.