
William
estava deitado em sua cama, olhando fixamente para o teto. Em sua mente fluíam
pensamentos sobre sua antiga casa, da qual saíra, mais cedo, naquele mesmo dia.
Pensava em Catherine, a moça ruiva que lá morava, e em como ela lembrava-lhe de
seu grande amor. Will tinha um dom que às vezes lhe era bem útil. Desde que
perdeu sua alma, ele conseguia enxergar a das outras pessoas. Decidiu que na
manhã seguinte voltaria à velha casa para que pudesse ler a alma de Catherine,
pois desconfiava que ela fosse muito mais do que uma simples moça de bom
coração. Com esses pensamentos na cabeça, logo adormeceu.
Na
manhã seguinte, Will se levantou mais tarde do que pretendia, pois estivera
exausto no dia anterior, não teve tempo de ir à casa de Catherine, mas, logo
após o almoço, pensou que seria uma boa hora para uma visita. Levantou-se,
pegou a arma e saiu com seu carro em direção à pequena cidade.
Lá,
procurou informações sobre a casa Catherine no pequeno pub onde desmaiara quatro dias atrás. O barman desenhou-lhe um mapa em um guardanapo, e Will agradeceu,
saindo novamente. Quando se aproximava da casa, Catherine saiu e se aproximou
de seu carro. Will cumprimentou-a e ela convidou-o para entrar. Depois de
entrar, Catherine ofereceu-lhe algo para beber e Will aceitou. Então, começaram
a conversar sobre vários assuntos, desde o tempo até discussões elaboradas
sobre o universo e a origem da vida. Quando Will se levantou para ir embora,
Catherine insistiu que ele ficasse mais um pouco e então lhe beijou os lábios
com carinho. Will não esperava aquilo, mas retribuiu o beijo e decidiu ficar.
No
dia seguinte, Will disse a Catherine que precisava realmente ir embora e
prometeu voltar mais tarde. Ao se despedir de Catherine e se dirigir ao carro,
Will tinha a certeza de uma coisa: Catherine tinha a alma que um dia fora de
sua grande amada. Dirigindo pela estrada, Will pensava em Catherine e na noite
anterior, e não pôde conter o sorriso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário