
Catherine
estava sentada em sua casa e à sua frente se encontrava aberto um antigo baú de
madeira, de onde ela tirava diversas cartas, fotografias e documentos antigos.
No meio de tantas coisas, encontrou o que queria: uma carta que sua bisavó, Agatha, de quem Catherine herdara a casa, havia escrito para o antigo
proprietário da mansão, e grande amigo, Robert. A julgar pela aparência do
envelope e pelo estado da carta, deduziu que ela tinha pelo menos um século de
idade.
Na
carta, Agatha descrevia como aquela região era pacífica e agradecia muito ao
velho amigo por lhe ter vendido a casa. Ela dizia ainda que, quando quisesse,
Robert podia levar seu filho William para lá, para que pudesse matar a saudade
de quando criança. Junto com a carta, havia uma foto de Agatha, Robert e um
garotinho que devia ter no máximo oito anos. Atrás da foto havia uma
dedicatória: “À minha grande amiga
Agatha, uma recordação. Para que nunca se esqueça de mim e de meu querido filho
William. Assinado, Robert Durden Nuut.” Ao ver o segundo sobrenome de
Robert, Catherine virou a foto mais uma vez e notou a espantosa semelhança que
havia entre o homem retratado ali e o que saíra de sua casa havia poucas horas.
Vários
pensamentos começaram a surgir descontroladamente na mente de Catherine. Ela só
podia estar louca: a foto era de mais de cem anos atrás e o homem de quem
Catherine cuidara tinha quarenta, no máximo. Catherine percebeu que suava frio
de novo, com a possibilidade de saber, afinal, por que William era-lhe tão
familiar. Após recolocar as cartas e fotografias no baú, Catherine guardou-o e
foi se deitar, pois estava exausta, e sua cabeça estava revoltosa pelo turbilhão de pensamentos.

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