
Catherine
ficou à espera de Will durante todo o dia, lembrando da maravilhosa noite que
tiveram. Ela sentia que havia algo de especial naquele homem, e que logo
iria descobrir o que era.
Quando
entardeceu, Catherine já estava quase desistindo da idéia de que Will ainda
viria. De repente, ouviu o ronco de um motor vindo do lado de fora. Imediatamente
ficou feliz de novo, e enquanto via o carro de Will se aproximar, abriu a porta
e foi ao seu encontro. Eles se beijaram por alguns segundos e então Catherine
disse: “Eu já estava começando a sentir sua falta.” E Will logo respondeu:
“Bem, eu estou aqui não estou?” Ambos seguiram em direção à casa, de mãos
dadas. Catherine ofereceu-lhe uma bebida, como no dia anterior, e Will novamente
aceitou. Conversaram bastante sobre várias coisas, mas dessa vez Will não fazia
menção de ir embora. Depois de algumas horas de conversa, Will disse, num tom
sério: “Catherine, agora eu preciso te contar uma coisa importantíssima. E eu
espero do fundo do coração, que não pense que sou louco.” Catherine achou o
pedido um tanto estranho, mas não fez objeções, e como já tinha uma teoria
formada, essa era a hora de comprová-la.
Depois
que Will contou toda a história, lágrimas escorreram pelo rosto de Catherine. Lágrimas
de emoção. Ele esperou que ela se acalmasse um pouco e então perguntou: “Você
acredita mesmo em mim?” e Catherine respondeu: “Claro que acredito! Eu sabia
que você não me era estranho, e agora eu tenho certeza! Isso é maravilhoso, Will, e eu estou realmente feliz que você tenha reencontrado seu grande amor. E, devo
confessar, estou mais feliz ainda que seja eu!” Will deu um sorriso e, pela
primeira vez em muito tempo, se sentiu feliz de verdade, de novo ao lado de
seu grande amor. Eles se beijaram novamente, e Will não tinha mais que se
preocupar em ser solitário, em se perder nos seus pensamentos tristes. Agora
tinha sua alma de volta.

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