
William
estava sentado em sua solitária mansão. O vento uivava e abanava graciosamente
as folhas das árvores de seu jardim tão bem cuidado. A expressão de William deixava transparecer
que ele peregrinava em seus próprios pensamentos. O que quer que estivesse em
sua mente naquele momento trouxe ao seu rosto uma mistura de dor, sofrimento e
algo que ele não sentia em muito tempo: ódio.
Will
se levantou e se dirigiu à porta da frente, parando antes para pegar a chave de
seu carro e sua arma, como era normal antes de sair. Entrou no carro, colocou o
cinto e ligou o rádio em sua estação favorita. Enquanto dirigia em direção ao
pequeno condado que ficava a dois quilômetros de sua casa, pensava no dia em
que perdera sua alma.
Ele
se dirigiu ao pub mais próximo e, ao
entrar, deparou-se com a mulher que um dia amara. Mas aquela não poderia ser a
mesma mulher. Sua amada morrera há muito tempo. Will desabou no chão na entrada
do bar, e foi socorrido na hora por todos que lá se encontravam. Ao acordar,
viu-se diante da mulher mais bela que já vira em toda a sua existência. Antes
de desmaiar de novo, só o que Will pôde dizer foi: “Minha querida, está viva...”

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